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Dia Mundial da Obesidade – Entenda a epidemia da obesidade

epidemia da obesidade

Hoje, dia 04 de março comemora-se o Dia Mundial do Combate à Obesidade. O objetivo desta data é unir forças de organizações governamentais e não-governamentais ao redor do mundo, a fim de conscientizar a população. Afinal, a epidemia da obesidade envolve muitos fatores que vão além de uma simples escolha individual.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a obesidade como excesso de gordura corporal em quantidade que acarreta prejuízos à saúde, como aumento da pressão arterial, aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos e o surgimento de resistência à insulina e diabetes, ou seja, doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou maior a 30kg/m2, uma vez que a faixa de peso considerado normal varia entre 18,5 e 24,9kg/m2. No entanto, um IMC entre 25 e 29,9 kg/m2, cujo diagnóstico é o sobrepeso, também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de DCNTs.

Ainda segundo a OMS, a obesidade é uma doença de caráter multifatorial, ou seja, suas causas estão relacionadas a vários fatores, são eles: biológicos, históricos, ecológicos, econômicos, sociais, culturais e políticos.

 

Dados no Mundo

  • Desde 1975 até 2020 a obesidade quase triplicou.
  • 39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam com sobrepeso em 2016 e 13% eram obesos.
  • A maior parte da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas do que o baixo peso.
  • Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam com sobrepeso ou obesos em 2016.

Fonte: World Health Organization

 

Dado no Brasil

  • De 1975  a 2019 a obesidade aumentou aproximadamente dez vezes entre os homens (de 2,8% para 22,8%) e quadruplicou entre as mulheres (de 7,8% para 30,2%).
  • 61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso (PNS, 2019). Entre 2002 e 2003, esse percentual era 43,3% (POF 2002-2003). 
  • O Ministério da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde apontam que 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade têm obesidade, assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos (ABESO, 2021).

 

Obesidade: o maior problema de saúde pública no mundo

A obesidade sempre existiu, uma vez que um dos fatores que a causam é a genética do indivíduo. No entanto, fatores externos também podem interferir na nossa resposta genética e é por isso que os números relacionados à obesidade estão cada vez mais crescentes.

Nas últimas décadas, o Brasil passou por uma transição demográfica, epidemiológica e nutricional. A transição demográfica se deu pelo aumento na expectativa de vida da população e maior número de idosos, e a transição epidemiológica, pela diminuição de doenças infecciosas e aumento das doenças crônicas. Já a transição nutricional ocorreu pela queda do problema da desnutrição e pelo aumento do problema do excesso de peso em todas as idades e classes sociais.

O avanço da tecnologia permitiu que a indústria alimentícia desenvolvesse alimentos ultraprocessados, com técnicas para torná-los saborosos, duráveis e prontos para o consumo.

Os alimentos ultraprocessados tendem a apresentar menor custo que alimentos in natura, graças as técnicas que aumentam o seu tempo de prateleira, como a adição de conservantes e a produção em larga escala por empresas multinacionais, o que os torna comercialmente vantajosos em comparação aos alimentos frescos e perecíveis.

Esses produtos são elaborados a partir de substâncias retiradas de alimentos in natura, como óleos, gorduras, amidos, açúcares simples e restos de alimentos de origem animal. O resultado é um produto que não apresenta traço algum de alimento fresco, quase sempre pouco ou nada nutritivo, muito calórico e altamente palatável, como biscoitos doces e salgados, macarrão instantâneo, entre outros.

Assim, o total de calorias consumidas pode se tornar elevado com facilidade em relação ao total de calorias gastas. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, sempre refinados, prejudica os mecanismos de saciedade do organismo, o que é mais um fator causador da obesidade.

O aumento no índice de sedentarismo no mundo também é um fator que explica a epidemia da obesidade, pois o avanço da tecnologia permitiu o aumento da urbanização, a possibilidade de novas formas de trabalho, de transporte e de alimentação. Um exemplo claro são os aplicativos de delivery, cuja utilização aumentou ainda mais após a pandemia do coronavírus.

Dessa forma, a principal causa da epidemia da obesidade é o desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas, em razão da alta ingestão de alimentos hipercalóricos pouco nutritivos e da diminuição da atividade física.

Como prevenir a epidemia da obesidade:

A nível individual

  • Criar hábitos de alimentação saudáveis, principalmente desde a infância
  • Incluir a prática de exercícios físicos na rotina.
  • Melhorar a qualidade do sono, pois é um fator determinante para a qualidade de vida e controle do peso. 
  • Cuidar da microbiota intestinal. Alguns estudos já demonstraram associações entre o perfil da microbiota intestinal e desordens neuropsicológicas, como depressão e ansiedade. Assim, uma alimentação saudável pode regular a microbiota intestinal e prevenir desordens psicológicas que também costumam estar associadas ao comer excessivo. 
  • Buscar tratamento interdisciplinar, se necessário, que inclui psiquiatra, psicólogo, médico, nutricionista e educador físico. Um estudo feito com adolescentes obesos mostrou que a problematização, a quebra da dicotomia “comer certo vs comer errado”, o apoio da família e uma boa relação com os profissionais de saúde são fatores determinantes para o sucesso da perda de peso e sua manutenção. 

 

A nível governamental

  • Educação nutricional nas escolas públicas e no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Equipamentos de Promoção da Saúde acessíveis a toda a população, como a merenda escolar e o Bom Prato, para aumentar a disponibilidade e o acesso a alimentos saudáveis.
  • Elaboração de cartilhas educativas para a população e profissionais de saúde, como o Guia Alimentar para a População Brasileira.
  • Políticas que reduzam o preço de alimentos in natura.
  • Para prevenir a epidemia da obesidade é preciso combater o marketing agressivo.
  • Incentivo a hortas urbanas e à agricultura familiar.
  • Reforma na rotulagem de alimentos para melhor visibilidade e interpretação do rótulo pelo consumidor. O projeto foi aprovado pela ANVISA e entrará em vigor 24 meses após sua publicação, que foi em 07/10/2020. 

 

Conclusão

Nós, da Boomi, incentivamos a alimentação saudável e, por isso, escolhemos alimentos de verdade, produzidos na terra, sem aditivos artificiais, sem açúcares refinados, sem gordura hidrogenada e, ainda assim, com muito sabor, com produtos que substituem perfeitamente os snacks convencionais.

No que se refere a alimentos frescos, a Boomi fomenta a agricultura sustentável através da valorização dos pequenos agricultores de orgânicos, que necessitam de meios alternativos de escoamento da sua produção para se fortalecer. Assim, valorizamos a agricultura orgânica, um modo de produzir que respeita os ciclos da natureza e promove a saúde e qualidade de vida, tanto de quem produz, quanto de quem consome esses alimentos.

Fernanda Furmankiewicz (CRN/SP 6042) – Nutricionista e Curadora da Boomi


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